Caves du Louvre

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Michel-Jack Chasseuil

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Para os amantes do vinho, uma grande novidade!

Um dos maiores colecionadores de vinhos da França, O francês Michel-Jack Chasseuil de 79 anos, criou o  “Louvre para o vinho”, com sua coleção de mais de 50 mil garrafas, tida como uma das mais importantes da França, uma vez que a considera como um “patrimônio nacional”.

Ele coleciona desde a década de 1960 e agora esta coleção estará disponível para visitação e apreciação.

Chasseuil tentou vender seu projeto para algumas das cidades mais turísticas da França como Paris. Também tentou vender para uma das regiões com maior fama no mundo do vinho como Bordeaux. Sem sucesso com as parcerias, resolveu elaborar seu projeto na sua pequena La Chapelle-Bâton, no oeste francês.

Um espaço dedicado ao vinho com 350m² para ser apreciado pelos amantes da bebida.

Com a venda de algumas garrafas raras de sua coleção, arrecadou €500.000 (quinhentos mil euros), montando assim o espaço com saguão, adega e café.

A adega de Michel-Jack já é bastante conhecida, ele já recebeu celebridades como o Príncipe Albert II de Mônaco e o astro da NBA Tony Parker para visitar e conhecer os famosos rótulos do colecionador.

O “Louvre do vinho” está passando por toques finais e deve estar pronto para ser aberto no verão europeu de 2021.

E aí, vamos?

A Arte da Crêperie e Pâtisserie Francesa na Savassi

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 Fotos e texto Sandrinha Coelho   

Apresento para vocês um pedacinho da França!   

L’excellence à la Française 
Par Florian Laroche

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Pâtisserie e Crêperie impecáveis e autênticas,  vindas de um mestre doceiro nascido na cidade de Épinalnordeste da Françana região de Lorraine, e agora com loja localizada no coração da Savassi!

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Mapa da região norte da França com destaque para a cidade de Épinal

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 Como não mergulhar na rica e refinada gastronomia francesa?

Florian Jean Xavier Laroche, proprietário da Laroche Pâtisserie e Crêperie, através de seus crêpes doces, salgados e vegetarianos e de sua fina pâtisserie, trouxe esta imersão degustativa para a nossa cidade.

Todas as massas dos crêpes são feitas por ele e os recheios são detalhadamente preparados para que os apreciadores de crêpes sintam na boca todos os toques do preparo.

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Crêpe Arc De Triomphe  com presunto Parma

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Crêpe La Montmartre com queijo mussarela, tomate, champignon e rúcula

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Crêpe La Notre Dame com queijo mussarela,  frango desfiado, molho béchamel, champignon e cebolinha

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Para um almoço, um lanche ou mesmo levar para a casa os crêpes são minuciosamente preparados pelo próprio Florian.

Com recheios variados, dentre eles, frango desfiado, peito de peru, champignon, rúcula e  vários tipos de queijos, que lógico, não poderiam faltar….

Só mesmo passando na Laroche e experimentando, para imergir nos sabores dos crêpes franceses….

E por falar em imersão nos sabores franceses, agora vou falar dos doces que o próprio Florian faz na Laroche!!!

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Macaron de vários sabores feitos por Florian para sua Pâtisserie e Crêperie Laroche

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Estudou a arte de fazer doces, com um ano de curso em pâtisserie e um ano de curso em chocolatier. Na França, em Villers-les-Nancy fez dois anos de estágio com o famoso doceiro francês, Sylvain Musquar, na Confiserie Musquar. Atualmente, para nós,  apaixonados pela arte da pâtisserie  fabrica doces dignos da realeza francesa!

Dos doces, dentre os mais tradicionais da França, Florian escolheu dez, os mais apreciados pelos brasileiros. Dentre eles o Macaron, o  Crème Brulée , o Éclair, o Tarte Citron e o 1000 feuilles.

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Un petit éclair choco Petit éclair choco pour se faire plaisir! Massa choux com recheio de creme de chocolate

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Todos feitos pelo próprio Florian com amor e com afeto.

Os doces também são detalhadamente fabricados e montados como uma arte.

Ao passar diante de sua loja na Savassi, não tem como resistir à tentação!

E não resista, te garanto que vai valer  pena saborear as delícias da Laroche!

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           1000 feuilles  Massa folhada caramelizada, creme mousseline (creme de confeiteiro com     manteiga)

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Le tout avec de vraies saveurs de France!

@larochesavassi

 Laroche Pâtisserie e Crêperie

R. Sergipe, 1145

Telefone: (31) 3567 2199

Queijos do Vale do Matutú

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                                                                                        Texto Sandrinha Coelho

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Quem já ouviu falar nos queijos do Vale do Matutú,  na cabeçeira das águas da Serra da Mantiqueira?

Queijos de Aiuruoca e de Alagoa?

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 Regiões famosas pelos seus queijos de leite cru, artesanalmente feitos no Sul de Minas Gerais.

No livro “Primeiros descobridores das minas do ouro na Capitania de Minas Gerais” do Cel. Bento Furtado de Mendonça,  ele cita alguns relatos que acho importante mencionar: “assim se denominou um descobrimento, ao sul das minas, por alusão a um penedo cheio de orifícios, em que se aninhavam e se reproduziam os papagaios”. Este é um dos relatos da época que retrata a primeira notícia da descoberta da região e descreve com detalhes o Pico do Papagaio.

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E é nesta região descoberta pelo Padre João de Faria Fialho, repleta de montanhas, cachoeiras e muita natureza envolvida, com altitude de  mais de mil metros, que fica o Município de Aiuruoca.

 Algumas pessoas da região dizem que o nome significa “casa do papagaio” e outras a chamam “terra de Ayuruãs”, nome dado pelos indígenas que lá viviam. Mas a melhor denominação para Aiuruoca, digo,  “Ajuru – oca”  vem da língua tupi e significa  Ajuru =Papagaio + Oka = Casa.  

Aiuruoca é a porta de entrada para os 15 vales ali existentes.  

O mais procurado destes vales é o Vale do Matutú, por ter sido uma rota importante na peregrinação dos indígenas e por isto é considerado um vale sagrado. Além de ser a cabeçeira das águas da Serra da Mantiqueira!

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Agora que já conhecemos um pouco sobre a região, vamos falar de QUEIJOS!!!!

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Uma das primeiras referências sobre produção de queijo na região data de 1819. Citação esta inserida no livro “Viagem a Nascente do Rio São Francisco, de Auguste de Saint Hilaire.

(…) “Tão logo o leite é tirado coloca-se nele o coalho, o que o faz talhar-se instantaneamente. O Coalho mais usado é o da Capivara, por ser mais facilmente encontrado. As formas são de madeira e de feitio circular, tendo o espaço livre interno mais ou menos do tamanho de um pires. Estas formas são colocadas sobre uma mesa estreita, de tampo inclinado. O leite talhado é colocado dentro delas (…). Em seguida a massa é exprimida com a mão, e o leite que escorre cai dentro de uma gamela colocada em baixo”.

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Diante da quantidade de queijos produzidos na região, vou ressaltar nesta matéria os queijos de Alagoa. Um queijo especial, delicioso, artesanalmente feito nesta região de vales, no Sul destas nossas Minas Gerais.

Hoje em Alagoa são mais de 138 famílias produzindo e comercializando este queijo artesanal, criando oportunidades de trabalho, aumentando a produtividade no comércio e impulsionando o turismo da cidade. 

Queijos “estrelas” com premiações na França em 2017 e 2019! Bronze no Mundial du Fromage!

Queijos premiados também aqui no Brasil, entre eles o queijo fumacê, Medalha de Ouro no Mundial do Queijo em Araxá MG em 2019 e o melhor queijo artesanal de leite cru do Brasil – Super Ouro no III Prêmio Queijos Brasil.

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Vários turistas vindos do exterior e também de outros estados chegam à Serra da Mantiqueira para conhecer a “Rota do Queijo e do Azeite”.

Sim… Um roteiro de queijos e azeites nas montanhas de Minas!

Sabe aquele azeite puro com sabor frutado e de baixo teor de acidez?

Pois é, lá você encontra….

A região tem plantações de oliveiras.  De origem espanhola, a Arbosana e Arbequina, de origem grega, a Koroneiki e a de origem brasileira, a Maria da Fé.

Com azeite premiado na Espanha em 2019!

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E as montanhas altas e mágicas da Mantiqueira?

Estas não ganharam prêmio nenhum….

Pois premiado é quem vai até o Pico do Papagaio, em Aiuruoca, a uma altitude de  2.105m e admira aquela paisagem, respira aquele ar puro, desfruta das geléias de frutas silvestres, do café feito na hora saboreado com um delicioso e avantajado pedaço de queijo artesanal…. Hummmm!!!  Este sim é com toda certeza o premiado!!

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Agora que vocês já sabem um pouco da região, dos queijos e do azeite, devem estar se questionando de como desfrutar destas delícias da Mantiqueira.

Passo aqui a solução…

Claudia Adaid, empresária, empreendedora e fotógrafa por natureza é proprietária do Chalé Portal Sagrado do Matutu. Começou a trazer queijos e azeites para consumo próprio, depois para os amigos, a família  e os amigos dos amigos.  De 50 kg de queijos que trazia, agora traz 500 kg! Uma divulgadora e incentivadora dos produtos locais da região.

Hoje em dia entrega o queijo nos melhores empórios de Lagoa Santa e também para nós, apreciadores insanos de queijo, que não deixamos faltar queijo em casa…

E como fotógrafa, registra cada passo e conta um pouquinho de cada história vivida na região. Me enviou todas as fotos que ilustram esta matéria!

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E querem comprar e saber mais sobre os queijos do Matutú?

Sigam o insta: @queijosdomatutu

Cláudia Adaid – 31 99842 0015

Proprietária do Chalé Portal Sagrado do Matutu  @chaleportalsagradodomatutu

Empreendedora dos queijos do Matutú 

Fotógrafa

Caminhante e aprendiz nesse blue planet 

E como diz a Cláudia: “sabe aquele café que dá um cheirinho irresistível pela manhã e até te acorda com vontade de levantar mais cedo?

Pois é, lá você encontra…”

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Cappuccino!

Sou apaixonada por Cappuccino!! 

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Lógico, tinha que ser uma bebida italiana…

As lendas falam que foi inventada por um um italiano, um  monge chamado Marco D’Aviano que viveu no Século XVII. 

A história revela que o Cappuccino surgiu em 1683, durante o desfecho de uma guerra: a libertação de Viena, na Áustria, por ocasião da  invasão do Império Otomano.

D’Aviano, um monge italiano da ordem dos Franciscanos foi  quem mais resistiu à invasão islâmica na Europa durante o século XVII,  principalmente à entrada em Viena na Áustria por volta de 1683.

. Repelido pela força local o exército inimigo recuou deixando para trás sacas e mais sacas de café.

Este café um pouco amargo, deixado alí pelos turcos, não agradava ao paladar europeu. A solução foi acrescentar à bebida, um pouco de leite e mel. A mistura, que inclusive lembrava a cor amarronzada das vestimentas do monge,  ganhou o nome de Cappuccino que significa: capuccio –   capuz – e ino – um  sufixo de diminutivo do idioma italiano,  formando “pequeno capuz”, que deram origem ao nome da bebida, Cappuccino.

A receita, antes feita de café filtrado, posteriormente ganhou a versão atual, ficando famosa na região de Viena e em toda a Europa sendo até os dias de hoje feita de café expresso e leite, este, tanto vaporizado quanto em espuma.  A bebida adquiriu notoriedade e inúmeras variações ao redor do mundo. Hoje, ao Capuccino, pode-se acrescentar avelã, macadâmia,  mashmallow tostado,  chocolate e especiairias.

O mel, antes tradicionalmente usado na receita, acabou sendo abolido.

  Muito solicitada pelos apreciadores do café especial, a versão contemporânea é servida nas melhores cafeterias do mundo e faz parte dos concursos mundiais de latte art, que são os desenhos decorativos feitos sobre a bebida.

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Consumida na Itália em torno de um ritual, durante o café da manhã, a bebida é chamada carinhosamente de Capuccio. É preparada em equipamentos profissionais por barista experiente, que regula a temperatura do café e do leite. A proporção dos ingredientes também é importantíssima, pois a qualidade do Cappuccino é avaliada de acordo com a textura e espessura entre bebida e creme.

Considerada um patrimônio da Itália, a bebida tem algumas versões que acho importante ressaltar:

O cappuccino chiaro que leva mais leite do que o normal.

O cappuccino scuro que leva menos vapor de leite do que o normal.

O caffè latte, onde há uma dose de espresso, duas vezes o volume de leite quente e mais espuma de leite por cima.

O caffè macchiato onde a  dose de espresso é apenas temperada com uma pequena camada de espuma de leite. 

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E nós ítalos-brasileiros que somos, apreciamos esta bebida e a tornamos parte do nosso dia a dia,  neste mundo imensurável de bons e gloriosos cafés.

Vou deixar aqui uma receita de um Capuccino brasileiro, versão caseira, preparado artesanalmente por mim. Espero que gostem e continuem se deliciando por esta bebida, seja ela italiana ou a simplesmente a nossa receitinha brasiliana…

Ingredientes:  

  • 50 g de café solúvel
  • 250 g de leite em pó (integral ou desnatado)
  • 3 colheres (sopa) de chocolate em pó (não pode ser achocolatado)
  • 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • 250 g de açúcar 

Modo de preparo:   

  1. Bata o café no liquidificador ou mixer até resultar em um pó fino
  2. Acrescente o café aos demais ingredientes.
  3. Peneire toda a mistura em um bowl e pronto!
  4. A cada preparo, use duas colheres de sobremesa da mistura para uma xícara de água fervente.

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