A exuberância do Castelo de Neuschwanstein

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O Castelo de Neuschwanstein é um palácio de arquitetura imponente do século XIX que fica em uma montanha acima do vilarejo de Hohenschwangau e perto de Füssen, a última cidade da Rota Romântica da Alemanha,  no sudoeste da Baviera, e a 130 km de Munique.

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Amo viajar!
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Na região também se encontra outro belo castelo, o Castelo Hohenschwangau, que  foi o primeiro castelo na região, construído pelo rei Maximilian II da Baviera, que vinha a ser o pai de Ludwig II.

Ludwig II cresceu no Hohenschwangau e decidiu construir o mais lindo castelo do mundo na colina a frente da residência de seus pais.

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As curvas dos torreões pontiagudos deste castelo dos sonhos destaca-se contra os picos nevados e o verde intenso da floresta alpina alemã.
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O ousadíssimo projeto de Ludwig II da Baviera, mais conhecido como Rei Louco, começou a ganhar forma em 1869.  O projeto do castelo foi assinado por um cenógrafo teatral que, seguindo as idéias do rei, projetou um espaço mais estético que funcional.

Apesar da aparência medieval, dentro dos castelo havia avançadas tecnologias para a época. Já contava com calefação central de ar quente, luz elétrica, água corrente quente e fria, deságues automáticos, sistema de campainha elétrica e inclusive uma linha telefônica.

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Sistema de campainha elétrica
  Foto  retirada do site do casteloFoto  retirada do site do castelo
Cozinha moderníssima para a época
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A única forma de visitar o interior do castelo é através de uma visita guiada de 30 minutos. As visitas são feitas exclusivamente com horário pré-marcado e para um pequeno grupo de pessoas. Assim sendo, quando você vai comprar os ingressos é informado de quais horários ainda possuem vagas e pode escolher um deles. 

O interior do catelo é magnífico, mas as fotos só são permitidas do lado de fora. Para uma melhor ilustração desta matéria, usei algumas fotos retiradas do site oficial  do castelo.

Neuschwanstein é uma construção que reflete os ideais do Rei Ludwig II. Construído como um mundo imaginário e poético no qual podia se refugiar e sonhar.

O nome do Castelo Neuschwanstein,  (Neu = novo; Schwan = cisne; Stein = pedra) “Novo Cisne de Pedra” é uma referência à ópera “Lohengrin” (1850), escrita pelo compositor alemão, amigo e protegido, Richard Wagner e conta a história de um cavaleiro cisne.

No castelo também há várias pinturas inspiradas nas óperas de Richard Wagner, a quem o rei admirava até limites insuspeitáveis.

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   Sala do Trono – Foto  retirada do site do castelo
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O castelo possui 200 cômodos, entre os quais se destacam alguns ambientes.  Um deles é a Sala do Trono, com 13 metros de altura. A Sala dos Cantores que é imensa e tem um  cenário exuberante, era um ambiente muito particular e nunca esteve aberta para as festas da corte. Ressalto também o dormitório do rei e a capela em estilo neogótico.

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  Dormitório – Foto  retirada do site do castelo
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Para o trabalho de restauração em andamento no Salão do Trono , um andaime foi erguido na área sul. A estimativa é que o trabalho no Throne Hall continue até o outono de 2021.
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O encanto não pára por aí… Os tetos dos quartos são cobertos de ouro, o piso é decorado com mosaicos, os móveis são estofados em veludo, e alguns candelabros chegam a atingir 4 metros de altura!
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Belíssimas pinturas nas paredes. Foto site oficial do castelo
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Sendo assim, vale a reflexão: Rei Louco: Um louco ou uma criatura especial?

Cada pessoa tem sua própria imagem do Rei Ludwig II da Baviera, mas a verdade é que sem suas idéias pitorescas não teríamos a possibilidade de curtir sua incrível construção que fazem sonhar todos aqueles que a visitam.

Para ter uma espetacular visão panorâmica de todo o castelo, não deixe de ir na Ponte Marienbrücke, também conhecida por Pöllatbrücke.  Toda em madeira, localizada a 20 minutinhos a pé de Neuschwanstein, essa fascinante obra da engenharia lhe permite ver belíssimas quedas d’água, os alpes, os lagos próximos e o magnífico castelo.

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Este maravilhoso castelo localizado no sudoeste da Baviera é uma construção de conto de fadas!

Construído na segunda metade do séc. XIX, é rodeado por uma bela paisagem que inspirou tanto Walt Disney para a criação do castelo da Bela Adormecida como pode nos inspirar para a criação de nossos castelos e nossos próprios sonhos!

@espacohorizonte

A belíssima arquitetura Art Nouveau em Praga

                                                                          Fotos e texto Sandrinha Coelho

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Passeando por Praga, na República Tcheca, me encantei com a arquitetura, os monumentos, o teatro e toda a cidade! 

Localizada no coração da Europa, a cidade tem onze séculos de história refletidos em sua arquitetura especialmente conservada e conectada com todos os períodos estilísticos.

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Encontramos em Praga, muito da arquitetura art nouveau que  é criativa e inventiva.      É caracterizada pela presença de linhas ondulantes e dinâmicas, a fim de transmitir a idéia de movimento. Em Praga e na República Tcheca (então ainda Thecoeslováquia) esta característica tão marcante foi idealizada por arquitetos como Ohmann, Bedrich Bendelmayer, Alois Dryak, Oskar Polivka, Antonin Balsanek, Josef Fanta e Alois Korda. 

Praga é uma cidade interessante e difere de outras cidades européias pela história, cultura, idioma e arquitetura. Sua cor avermelhada predominante nos telhados das casas, chama a atenção. Os tchecos adoram as cores vibrantes e elas estão por toda  parte.

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O estilo de Art Nouveau em Praga foi associado com o Renascimento Nacional Tcheco. É conhecido como Secese, um nome adotado do termo Austríaco “secessionismo”.  Secções “fin du siècle” de Praga revelam prédios modestos incrustados com imagens de folhas e mulheres que curvam e giram através das fachadas. 

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Há registros da existência de Praga desde muito antes de 1357. Para ser mais precisa, desde o ano de 965, quando um comerciante árabe-judeu chamado Ibrahím Ibn Jakúb mencionou a cidade em seu diário de viagem.

Praga, a capital da República Tcheca,  já sofreu ocupação alemã durante a Segunda Guerra. Suas ruas  foram tomadas por tanques soviéticos e posteriormente, por inúmeros jovens que protestavam contra o regime comunista.

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As ruelas cheias de lojas, restaurantes e cafés e o onipresente Castelo de Praga, considerado o maior do mundo, conforme o Guinness World Records Book, completam o cenário panorâmico da cidade.

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Andando por Praga, descobri o Trdelnik, um doce que exala seu perfume pelas ruas e que me fazia sentir em uma época medieval. 

No centro há várias lojinhas e banquinhas com vinhos, cervejas, comidinhas típicas e o doce, feito especialmente para turistas e onde são fabricados estes Trdelniks, um tipo de pãozinho doce envolto em um espeto, que depois é grelhado com açúcar e canela. Tipo um churrasquinho de pão, que fica girando sobre a brasa quente e liberando um aroma doce delicioso, e é este o aroma que perfuma a cidade.

Existem várias versões do Trdelniks, também chamados de Trolo e que são recheados com vários sabores, entre eles, sorvetes e Nutella.

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O sabor é maravilhoso. A massinha é crocante por fora e muito macia por dentro. O açúcar cristalizado traz a textura e a doçura. A canela aromatiza.

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A cidade encantadora, parece que foi edificada como um brinquedo de montar, pedacinho por pedacinho, fazendo a gente se sentir dentro de um reino encantado medieval. Os prédios e monumentos são realmente muito antigos, mas cuidadosamente recuperados, tornando tudo muito bonito e organizado.

Praga,  sempre movimentada por moradores e turistas, traz atrações diferenciadas ao público que a visita.

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Fotos: Sandrinha Coelho 

Ilha dos Museus em Berlim

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Fotos e texto Sandrinha Coelho

A Ilha dos Museus (Museumsinsel) tem este nome por abrigar cinco museus renomados mundialmente, localizados no Rio Spree, no centro da cidade de Berlim. São eles:

  • Museu Pergamon
  • Altes Museum
  • Neues Museum
  • Alte National Galerie
  • Museu Bode

Em 1999,  a Ilha dos Museus foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, sendo concebida para ser um local dedicado a arte e a ciência. 

Pergamonmuseum (Museu Pergamon) é o mais famoso e mais visitado museu de Berlim, recebendo  quase 1 milhão de visitantes por ano. É também o mais novo da Ilha dos Museus, tendo sido construído entre 1910 e 1930. Abriga uma coleção magnífica com destaque para as estruturas da antiguidade exibidas em tamanho original como o Altar de Pérgamo – a entrada de um templo da antiguidade grega, com suas escadarias, colunas e esculturas, e que deu nome ao museu; o Portão do Mercado de Mileto, uma construção romana do Século II na cidade de Mileto; a Porta de Ishtar, o oitavo portão que dava acesso a cidade da Babilônia; a Fachada de Mshatta, que fez parte do palácio Qasr Mshatta na Jordânia.

O Altes Museum (Museu Antigo) foi o primeiro a ser construído, entre 1823 e 1830, para abrigar a coleção de artes da família real da Prússia. Foi também o primeiro museu aberto ao público na Prússia e atualmente exibe uma coleção de antiguidades da Grécia e Roma.

Neues Museum (Museu Novo), também conhecido como Museu Real Prussiano, foi inaugurado em 1859 . Durante a guerra foi destruído e somente em 2009 foi reaberto, abrigando coleções sobre a Pré-História, História Antiga e Egito Antigo.  É nele que está exibido o busto da rainha egípcia Nefertiti.

O imponente prédio da Alte Nationalgalerie (Galeria Nacional Antiga) foi construído entre 1867 e 1876. Inspirado na Acrópolis de Atenas, este prédio lembra um templo antigo, com suas imponentes colunas e escadarias. É perfeito para os amantes das artes, pois exibe coleções do Impressionismo, Romantismo, Neoclassicismo, Biedermeier e início do Modernismo.

Em 1904 foi aberto o Bode-Museum (Museu Bode), com o nome de Kaiser Friedrich-Museum e desde 1956 foi renomeada para o atual nome em uma homenagem ao seu idealizador e primeiro curador: Wilhelm von Bode. Foi reaberto em 2006, após 6 anos de trabalhos de restauração e abriga uma coleção de esculturas, Arte Bizantina, além de uma grande coleção de moedas.

ORVIETO: Uma Cidade Etrusca na Úmbria

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Vista da cidade de Orvieto

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Fotos  e texto:   Sandrinha Coelho

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Em minhas viagens  pela Itália visitei a Umbria e me apaixonei pelas cidades, gastronomia, arquitetura e, em particular pela cidade de Orvieto.
É uma pequena cidade muito antiga, de origem etrusca, localizada na regiao central do país e situada no topo de um penhasco de tufo  vulcânico. 
   Hoje em dia, não precisamos mais de animais de carga para acessar a cidade alta. Com moderno sistema de mobilidade alternativa, o funicular (que funcionava com a força da água no SEC. XIX) é um atrativo para os turistas e uma facilidade para os moradores.

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            Funicular de Orvieto que leva os passageiros à cidade alta

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CATEDRAL DE SANTA MARIA ASSUNTA

A Catedral de Santa Maria Assunta (1290) com sua fachada de mosaico é o principal local de culto católico em Orvieto, na província de Terni. É uma obra-prima da arquitetura gótica da Itália Central. 

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POZZO DI SAN PATRIZIO

 Entrada Poço de San Patrizio (5 euros)

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Outra atração interessante  em Orvieto, é o poço de San Patrizio (século XVI), uma extraordinária obra de engenharia civil  dos anos 500,  com 62 metros de profundidade e um diâmetro de 13,5 metros. Com duas escadas helicoidais de 248 degraus que não se encontram nunca, cria uma atmosfera surreal. Uma rede de cavernas subterrâneas testemunha as raízes etruscas da cidade. Artefatos desse período, incluindo objetos de cerâmica e bronze, estão expostos no Museu Arqueológico Nacional.

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Vista externa do Poço de  San Patrizio 

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Vista interna do Poço de San Patrizio

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EMBUTIDOS CLÁSSICOS, VINHOS E QUEIJOS

Além de famosa por fabricar embutidos clássicos de sabores e perfumes surpreendentes, Orvieto é conhecida sobretudo pelo seu vinho, o famoso Grechetto. Produz também o Trebbiano e o Sangiovese, que são produzidos em grandes quantidades, e algumas excelências, como o Muffa Nobile, um produto DOC. (denominação de origem comprovada).

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  Salumeria clássica da Umbria com produtos distintos  e uma infinidade de sabores e queijos diferenciados

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Salame Umbro de porco  e pecorino gnorante  

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ARTESANATO EM MADEIRA

Continuando a percorrer as ruas de Orvieto e por indicação  do meu primo italiano Vicenzo Vorcaro e sua esposa Adriana, fui conhecer a loja de artesanato em madeira de Umberto Fantina e seu sócio Ian.   Com histórias de vidas diversas e carreiras diferentes, os dois artesãos são apaixonados pela madeira e pelo trabalho que  ela pode proporcionar.  

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Umberto Fantina é nascido em Roma  e formou-se desde muito jovem em construção naval. Tem uma habilidade especial para trabalhar a madeira  e   dela   tirar   todas  as suas  características através de seu artesanato, principalmente em peças decorativas de iluminação. Como cenógrafo, também criou vasos, colunas e ânforas para filmes ambientados na antiguidade. 

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Ian Bicaire herdou a arte e a loja de seu pai Patrice, um dos precursores do que é chamado em Orvieto de “o caminho dos artesãos ”. É a habilidade nata de trabalhar a madeira respeitando-se o método original do SEC. XVI,  onde esta madeira  é usada na sua composição bruta e sem corantes. Cada peça é única,diferenciada,  resultado da arte inspiradora do artesão que mescla cores, texturas e consistências de várias madeiras.

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A experiência dos dois artesãos pode ser encontrada nos vários tipos de peças entalhadas em madeira e expostas na loja da cidade de Orvieto na Via dei Magoni 11, bem pertinho do Duomo de Orvieto.

Peças exclusivas da loja de Umberto Fantina e Ian Bicaire

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Peças exclusivas e decorativas de iluminação

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Peças exclusivas de jogo de xadrez confeccionados em madeiras de tons diferentes

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 Peças exclusivas confeccionadas em madeira de oliveira

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       A loja de artesanato em madeira fica em uma via super charmosa em Orvieto

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05018 Orvieto (TR) 
  Tel: +39 0763 341 226  
patrisorvieto@gmailcom  
    uflamp@libero.it 
  patrisorvieto.it
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Além de me apaixonar pela Úmbria, por suas cidades e por sua beleza natural, me encantei com as pessoas muito amáveis e gentis que me acolheram com muito carinho e sempre com um sorriso nos lábios. Encontrei com esta senhora de 80 anos em uma motocicleta adaptada para ela que me fez querer ser igual a ela quando crescer….

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Abadia de Melk: Uma Pérola Barroca

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    Fotos e texto Sandrinha Coelho
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Melk é uma charmosa cidadezinha debruçada no Rio Danúbio, na Áustria. Mas a maioria dos turistas a conhecem por possuir um patrimônio da Humanidade magnífico, a Abadia de Melk. Um mosteiro, onde os religiosos vivem em retiro. Mas a Abadia é muito mais que um simples mosteiro, é um dos complexos barrocos mais belos da Europa..

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Cravado em uma colina sobre o Rio Danúbio, o monastério é visto de praticamente toda a cidade.  Antigo palácio dos Babenbergs, ou casa de campo não se sabe ao certo, o monastério foi fundado em 1089, ou seja, há quase 1000 anos! 

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Tudo começou quando Leopoldo II ofereceu aos beneditinos terras e um castelo, que estes transformaram numa abadia fortificada. Mais tarde, os monges criaram uma escola e uma biblioteca. Esta foi crescendo em tamanho e importância ao longo dos séculos. No seu scriptorium (sala de escrita) copiaram-se centenas de manuscritos com iluminuras preciosas.

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Sofreu incêndios, inclusive em sua famosa biblioteca, e sua versão barroca foi terminada no Sec. XVIII. Não sofreu muito nas duas grandes guerras, sendo protegido pelos seus monges, o que é um verdadeiro milagre. 

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Os pontos principais da Abadia são: a biblioteca e a Igreja, onde não é permitido fotografar. Para chegar até essas preciosidades, é necessário passar pelo Museu que possui relíquias, quadros e alguns objetos. O acesso é por uma escada imperial, que desemboca em um grande corredor com quadros dos soberanos austríacos, desde os Babenbergs, fundadores da Abadia, aos Habsburgos e ao último imperador da Áustria Carlos I. 

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Se não tiver muito tempo ou não apreciar arte religiosa, vá para a Biblioteca, que antecede a Igreja do Mosteiro. Tanto a biblioteca, como a Igreja impressionam e já valem o passeio. A biblioteca tem mais de 100 mil volumes e livros  antigos, além de globos que são de enlouquecer qualquer viajante. Já a Igreja, dispensa comentários.

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Além deste passeio cultural e religioso pela Abadia de Melk, podemos desfrutar desta belíssima vista do Rio Danúbio margeando a cidade de Melk.

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Paraíso Austríaco chamado Hallstatt

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Fotos e texto Sandrinha Coelho

Sabe aquelas paisagens cinematográficas deslumbrantes? É essa a sensação ao chegar em Hallstatt, um pequeno vilarejo na Áustria.

De carro, saindo de Salzburgo a distância é de 71km. O caminho é cheio de curvas e por isto mais demorado do que o costume e em alguns pontos a velocidade é limitada a 50km/h. A estrada é maravilhosa!  Casas lindas, campos verdes e os Alpes austríacos cobertos de neve em todos os lugares.

A aldeia fica em Salzkammergut, e é conhecida como a jóia da Alta Áustria. Está localizada próxima do lago Hallstätter See, o que proporciona, junto com Alpes ao fundo e suas pequenas casas, uma vista de tirar o fôlego.

Para começar o passeio por Hallstatt o melhor é partir do centrinho da cidade que é muito pequeno e de onde você poderá andar pelas ruas e becos para admirar as casas e a arquitetura.

A Central Square Markplatz é a praça central. Com vários restaurantes, bares e pubs que fecham às 17 horas, como quase tudo na cidade…

O Museu Hallstatt que é um museu de herança cultural da cidade com mostras de objetos que retratam a rica história do vilarejo e seus arredores ao longo dos últimos sete milênios.

Ainda na área central, tem a Evangelische Kirche Hallstatt (Igreja Luterana), visível em quase todas as fotos que você tira da cidade. Trata-se de uma igreja bem pequena, menos ornamentada que a Igreja Católica, do século XV, a Catholic Parish Church, que começou a ser construída em outubro de 1785, para ser uma casa de oração.

Fiquei hospedada no Heritage Hotel Hallstatt, muito tradicional e localizado na área central.  A maioria dos quartos tem vista para o lago e acordar com aquele visual mais lindo não tem preço…

Ao pesquisar por hotéis em Hallstatt é importante ficar atento para a localização do hotel. Verifique se ele está localizado realmente em Hallstatt e não em Obertraum, que fica do outro lado do lago, precisando assim de pegar um barco (que também não é ruim) para chegar à cidade.

Considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1997, a aldeia não é daquelas que enche apenas os olhos, pois conta com muita história por abrigar a mina de sal mais antiga do mundo.

Existem duas maneiras de chegar à Mina: a primeira é caminhar na montanha por mais ou menos uma hora subindo por uma escadaria pouco acentuada que fica próxima da Markplatz. Ou subir de teleférico por 855 metros, que leva apenas 3 minutos. Na bilheteria você decide se compra só os ingressos para subir e descer no funicular ou se compra funicular + salt mine. Reserve de 3 a 4 horas para a visita e leve agasalho extra pois dentro da mina é frio.

Subindo por este mesmo funicular, visite o Mirante SkywalkerHallstatt Viewing Plataform – que tem um restaurante com um terraço belíssimo na área externa a a plataforma Skywalk, que fica a 350 metros acima do vilarejo, de onde se pode tirar fotos belíssimas do lago e de Hallstatt.

O local hoje tem menos de mil habitantes e depende basicamente do turismo, mas já foi um dos mais ricos da região e deu seu nome inclusive à uma cultura da Idade de Ferro.

Seja pela história ou por sua beleza, Hallstatt é um lugar que não pode deixar de ser visitado!

Se optar por ir de carro, algumas distâncias:

De Salzburg:     71km
De Viena:         289km
De Munique:   209km
De Linz:           125km
De Bratislava: 346 km